terça-feira, 18 de outubro de 2016

Andando mais que notícia ruim...

Hoje foi dia de rodar, rodar e rodar pela Zona 4 de Milano. Fui a uma série de lugares, e procurei mil coisas, entre elas casa com um amigo, tentei abrir uma conta pré-paga na PosteItaliane (que é o equivalente aos Correios por aqui) sem sucesso porque simplesmente os caras não conseguem aceitar o meu codice fiscale que o consulado italiano em São Paulo emitiu no papel não serve pra abertura de uma conta pré-paga mas também não conseguem justificar porque raios eu preciso de qualquer jeito ter o codice fiscale na tessera (que é uma carteirinha, ou seja, é o mesmíssimo número, emitido pelo mesmíssimo governo, mas é num cartão plástico e não em um papel). Enfim, canseira e enfado, deixa isso pra lá por hoje porque realmente depois de conversar em 3 agências eu decidi não me irritar e deixar pra pensar nisso amanhã.
Mas, fica a dica: o tal codice fiscale que o consulado italiano emitiu no papel pra quem foi até lá no Brasil serve mais ou menos por aqui. Por quê? Não se sabe dizer exatamente, mas alguns dizem que ele é provisório (?) e não pode ser usado para abrir uma conta pré-paga (!). Turistas também não podem ter contas pré-pagas aqui, portanto ou eles usam contas em seus países de origem acessíveis por aqui ou carregam seu dinheiro por onde quer que andem junto a si para evitar sustos. E sim, por aqui, pode ser mais seguro andar com o dinheiro do que deixar em um armário sem chave, porque o índice de assaltos é quase nulo, mas furtos eventualmente acontecem, como em toda grande metrópole. Por isso, não se engane: em horário de metrô cheio, o bom e velho hábito de manter a bolsa pra frente é válido. Fechar bolsos e bolsas também pode ser uma boa prática. Não vemos furtos assim tão frequentemente, mas eles acontecem e não custa evitar.
Por sinal, o momento inusitado do dia ficou por conta da ida a uma feira de rua (que eu lamento não ter feito fotos): eu e meu amigo paramos em uma das diversas bancas que vendem roupas (novas e usadas) e ficamos olhando as roupas, buscando preços... e quando percebemos, a dona italiana da barraca começa a gritar e nos expulsar dali alegando que estamos atrapalhando e que vamos roubar algo dela (?) e que aquele não é o nosso espaço... eu fiquei em choque, triste por ela, mas tive a oportunidade de ver que mais uma vez, esse é um momento e essa situação é um convite para que eu continue a fazer o certo mesmo quando a pessoa não o faz: ao invés de gritar, de xingar ou de perder a paciência, eu a abençoei e pude comentar com meu amigo que só vamos mudar a vida dela quando ela perceber que esse tipo de coisa não leva a nada, e que portanto, o que muda a vida das pessoas é a compreensão, o amor e a oração. Pode até não ter mudado a vida do meu amigo hoje, mas sei que do meu lado (além de aprender que quando a barraca é de um italiano o negócio é demorar o mínimo possível sem ficar pegando nas coisas) fica a tranquilidade de poder ver o quanto Deus mudou minha vida e como é possível fazer dessa mudança que Ele fez em mim algo bom na vida dos outros.

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