sábado, 22 de outubro de 2016

Muito prazer: sou guia turística nas horas vagas!

Como um bom sábado, aproveitei e descansei. Na verdade, fazia tempos que eu não tinha uma noite de sono tão profundo, e acho que o fato de estar sentindo minha garganta começar a doer ajudou a eu ficar mais cansada, e com isso dormir um pouco mais profundamente. Tanto que nem reparei a minha colega de quarto chegar de madrugada. O que vi foi quando ela atendeu uma ligação pela manhã falando baixo, mas por estarmos muito próximas não tinha como ouvir a conversa, mas logo desliguei do assunto, virei pro lado e dormi outra vez. Foi bom poder fazer isso, e definitivamente colocar o sono em dia.
Infelizmente, os meus dias em casa tem sido mais dentro do quarto do que em qualquer outro ambiente. Isso porque tenho tido menos disposição de discutir certas coisas, e já percebi que ficar argumentando sobre religião, e ficar gastando tempo explicando que o que algumas pessoas pensam que é vida com Deus é apenas religiosidade, ou ainda só mesmo um grande engano já não é tão fácil quanto antes. Eu preciso mesmo achar um modo de ser mais paciente e doar mais meus ouvidos à lamentação alheia sobre o quanto a vida está ruim para que, no momento certo, Deus me use para dar uma palavra de esperança. Ou não: talvez Ele esteja mesmo me fazendo mais calada com aqueles que simplesmente querem reclamar, e não tem disposição de ouvir algo que, de repente exige uma mudança de postura, mas certamente vai trazer novos frutos. Sei lá, o fato é que nestes dias ando mais reservada em relação a coisas e pessoas em quem não vejo brotar o interesse verdadeiro de ter uma vida com Jesus (ou pelo menos algum interesse ou respeito pelo que eu tenho a oferecer). Por conta disso, em casa ando mais fechada mesmo.
De qualquer modo, tem seu lado bom: hoje eu assisti um programa de televisão italiano em que um apresentador vai a uma cidade e conhece quatro proprietários de restaurantes locais e eles vão conhecendo e avaliando cada um dos lugares, até que ao final um é eleito o melhor dos quatro e ganha um prêmio. Isso me fez ver que, apesar de estar começando a compreender melhor sem me cansar tanto ao me comunicar em italiano, percebo o quanto me falta pra ter um nível razoável de conversação no dia-a-dia, especialmente porque tem muita palavra que é gíria e que acaba sendo usada dependendo do ramo em que se trabalha. Isso me mostra duas coisas: o curso de italiano se faz cada dia mais urgente e sim, vou depender profundamente da Graça de Deus pra conseguir ser fluente no idioma em poucos meses. Mas, isso não me desanima, só me faz pensar que preciso rever meus planos e reajustar meus prazos de execução das coisas.
Por fim fui convidada por uma irmã da igreja a sair com ela e um rapaz que chegou faz uns dias na cidade e que amanhã embarca pra Napole. Não sei dizer como ela conheceu a mãe do rapaz, mas sei que ela acabou aceitando o pedido da mãe de levar o moço pra conhecer algumas coisas por aqui, e me chamou para ir junto. Foi um tempo bem gostoso, o rapaz é uma simpatia e é formado em gastronomia, o que nos fez ficar apostando quanto tempo ele vai levar pra desistir das emoções do Vesúvio pra abraçar o calor das mais famosas cozinhas da noite italiana aqui em Milano... também comemos bem (pra variar), e eu comi de sobremesa um biscoito que é recheado com gelato de fiori di latte (como que um sorvete de leite) coberto nas bordas de morango (mas tinha outros de nozes, pistacchio, chocolate e coco). Por fim, fui com o moço até a linha lilás e tive a oportunidade de conversarmos sobre a vida com Deus, e os motivos pelos quais estamos nesse lugar, a despeito de tudo o que deixamos para trás, pelo amor àquilo que nosso Papai de amor nos está propondo. Foi um excelente encerramento do dia, e voltando pra casa, fiquei feliz, grata a Deus, e pedindo pra que Ele envie muitas outras pessoas a quem tenhamos o privilégio de falar de Jesus, tendo como pretexto inicial dar um passeio para apresentar essa cidade linda que Deus nos permite hoje chamarmos de nossa.

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