Hoje o dia começou sem escovar os dentes simplesmente porque a pasta de dentes acabou e eu achei que tinha outra na mala e, claro, eu estava enganada! Sendo assim, fiz o que tinha a fazer em casa e no caminho pro metrô entrei na farmácia e comprei uma nova pasta de dentes. Se fosse no Brasil isso não teria nada de excepcional, mas aqui achei a coisa toda no mínimo diferente, e resolvi relatar.
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| Quase o preço de um rim! |
Primeiro que quando entro na farmácia a moça do caixa dá "bom dia" (o que é bastante comum na Itália e em outros lugares na Europa - inclusive em Munique, na Alemanha, não é possível entrar em uma loja sem ouvir em menos de trinta segundos o tradicional "Hallo!" que é uma simpatia à parte dos alemães). Segundo porque, como ela viu que eu comecei a demorar, ela decidiu sair do seu posto para ver se eu precisava de alguma coisa a mais. Como eu só queria mesmo a pasta foi rápido, mas eu já tive que ir uma outra vez anterior na farmácia e, para comprar medicamentos, é necessário retirar uma senha para ser atendido no balcão de remédios, e ali se é atendido e paga-se pelo que se vai comprar. A terceira coisa é que tem uma infinidade de marcas que eu nunca vi e a única que eu conhecia era essa que comprei (a da foto), que por sinal custou-me singelos 4 euros (ou seja, R$ 16,00... um verdadeiro assalto!), o que me faz entender porque os europeus tem tantos problemas dentários: com esse preço fica bem mais complicado escovar os dentes três vezes ao dia, já que uma pasta de dentes cara no Brasil custa uns R$ 7,00 no máximo (em geral elas custam R$ 3,50). Mais uma curiosidade é que a textura da pasta é diferente, mas depois de escovar os dentes com ela até que ela funciona bastante bem, e os dentes ficam com aquela sensação gostosinha de limpeza, que quase te dá um alívio por ter pago o valor exorbitante que foi pago.
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| O tal benjamin |
Outra coisa que me aconteceu de ontem pra hoje foi que eu não tinha a menor ideia de aonde raios eu tinha guardado o meu benjamin. Pra quem não conhece essa preciosidade, segue outra foto (ok, às vezes chamam esse troço de T ou de outros nomes). Aí você me pergunta: qual é o problema de perder essa coisa? Bom, considerando que no Brasil o pessoal fez a enorme gentileza de inventar uma tomada que não existe em nenhum outro canto do mundo, qualquer equipamento que você traga para a Itália que seja mais recente necessita de um desses para ser usado. Isso significa que ele funciona mesmo como um adaptador, o que por aqui é complicado de achar, já que obviamente eles tem apenas um tipo de tomada e portanto não precisam adaptar coisíssima nenhuma. Se fosse um pobre secador que acabei comprando outro dia, eu até deixaria de lado e procuraria uma outra solução (de repente até comprar um secador melhor), mas no caso o problema era recarregar a bateria do notebook, e esse não vai rolar trocar tããããão cedo... cacei em tudo quando foi canto, até que tinha desistido e, desolada, fui dormir, pensando que hoje acharia uma solução. E, de fato, hoje achei (não a solução mas o benjamin): estava na tomada ao lado do espelho do banheiro... graças a Deus porque não tive que procurar outro, o que me traria uma certa dificuldade.
Mais uma coisa que é diferente (pelo menos pra mim) aqui do que no Brasil é a telefonia celular: embora a conexão 4G funcione inclusive dentro de qualquer metrô ou trem e quase nunca a pessoa fique sem conexão, aqui percebo o quanto eu consumo de internet. Isso porque no Brasil meu plano era pós-pago e com um limite grande, e mesmo que eu não tivesse uma interrupção do uso dos dados automática ao conectar em uma rede wifi, eu não sentia isso. Por aqui, a vida é outra, e por não desligar essa troca de dados, já fiquei sem créditos duas vezes. O jeito vai ser mesmo fazer um planinho básico por aqui, mas ele não vai rolar provavelmente até o final deste mês, por conta de não ter documento ainda para tal ousadia. Bom, na realidade, estou assumindo que seja assim, mas não tentei fazer isso. Quem sabe fico inspirada e na segunda eu tento e conto pra vocês?
Mais uma coisa que eu vi que é meio óbvia quando a gente para pra pensar mas que pra mim foi surpresa (porque obviamente eu nunca tinha me questionado sobre isso) é a quantidade de horas de diferença entre o Brasil e a Itália. A primeira resposta que sempre me ocorreu foi: "aqui são cinco horas a mais do que no Brasil", e na verdade, não está errado. Mas, hoje me dei conta de que, dependendo da época do ano, isso não é verdade. Entre hoje e amanhã começa o horário de verão em São Paulo, e com isso a diferença diminui em uma hora (veja bem, não estou considerando nessa comparação outras regiões do Brasil... e pra falar a verdade, nem quero pensar porque é coisa demais a essa altura da vida para mim). Mas isso é tudo? Claro que não! Ao final do mês, por alguma razão ainda desconhecida por mim, a Itália também sofre uma mudança no horário, e com isso atrasamos nossos relógios em uma hora também, o que significa que a partir de novembro estaremos apenas há 3 horas de vantagem dos paulistas... como diriam os mineiros, coisa doida, sô!
Para concluir, descobri hoje também que o meu Nitin, se fosse italiano, não seria um March, e sim um Micra...
Pois é... depois de tantas descobertas, acho melhor dormir (e deixar meu notebook feliz recarregando a sua bateria com a fonte conectada no benjamin/ T/ adaptador que eu achei hoje de manhã)!
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